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Entrevista

Tudo o que você precisa saber sobre testes de proficiência em inglês

Diretor da divisão de Testes Internacionais e da divisão de Traduções da UP Language, Eugênio Mirisola responde as perguntas mais frequentes formuladas por alunos, professores, diretores escolares, profissionais e gestores de Recursos Humanos. O especialista em aprendizado de idiomas ocupou anteriormente cargos de diretoria na Mobil Oil do Brasil nas áreas de Recursos Humanos e Marketing.

Como está a inserção internacional do Brasil em matéria de testes estudantis de proficiência em inglês?

No geral, o uso de testes de proficiência em inglês no Brasil segue o mesmo caminho da educação de qualidade: ainda é muito tímido. A maioria das escolas públicas não prioriza o ensino da língua mais aceita internacionalmente. Começam a surgir exceções em alguns Estados, mas a certificação ainda não se firmou. Estamos, contudo, pilotando alguns programas com o teste adequado e há perspectivas de mudar a situação. Essa característica brasileira e da maioria dos países na América Latina é oposta ao que acontece na Europa e no Sudeste Asiático. No Japão e Coreia do Sul, por exemplo, o número de testes atinge a casa das centenas de milhares, enquanto aqui ainda estamos longe de atingir tal patamar.

Isso mesmo com o programa Ciência Sem Fronteiras?

No Brasil, o programa Ciência Sem Fronteiras mostrou a deficiência do ensino de inglês para os alunos universitários e o governo federal acabou lançando o Inglês Sem Fronteiras, buscando retificar essa falha. Com isso, cresceu a testagem para estudantes adultos, embora com níveis bem inferiores aos inicialmente projetados, porque o aluno universitário simplesmente não tem conhecimento suficiente do idioma.

Há exemplos positivos na América Latina?

O Chile é uma exceção, pois o governo daquele país patrocina a testagem de centenas de milhares de alunos até o Ensino Médio, que é a época em que se consegue ensinar o idioma com melhores resultados.

O que ocorre com as escolas privadas brasileiras?

Já no segmento de escolas particulares de Educação Fundamental e Ensino Médio, há uma crescente preocupação com o uso de Certificados Independentes de Referência Internacional. A percepção da importância dos testes de proficiência da linha YSS (Young Students Series) da ETS (Educational Testing Service) – os exames TOEFL® Primary™ e TOEFL® Junior™ – vem crescendo junto aos gestores de escolas privadas, pais e alunos. Há, ainda, a necessidade de os gestores conhecerem melhor as características e os diferenciais dos testes. Mas os que têm acesso às informações, de modo geral, se encantam e aderem a eles.

Quais os principais atrativos?

Os programas de avaliação TOEFL Primary e TOEFL Junior são modernos e completos. Não têm equivalentes no segmento educacional. Ao mesmo tempo, proporcionam certificados internacionais com a maior aceitação mundial. Além disso, são instrumentos de acompanhamento da evolução do aprendizado e, portanto, eficaz ferramenta de gestão pedagógica. Em resumo: as instituições de ensino que cultivam preocupação concreta pelo ensino real da língua inglesa tendem a adotá-los preferencialmente.

Existe influência dos intercâmbios internacionais na demanda por testes?

O teste TOEFL Junior foi criado pela ETS para ser a referência em testes voltados a intercambistas e alunos de escolas internacionais ou bilíngues onde o inglês é utilizado. Há uma crescente exigência do teste TOEFL Junior por parte de escolas de países de língua inglesa que recebem alunos de intercâmbio e por empresas especializadas em relocação de executivos que exigem o teste para os filhos dos profissionais a serem transferidos para outros países. As escolas bilíngues e internacionais também utilizam o teste de maneira crescente. A grande vantagem do programa TOEFL Junior é que ele permite à escola que recebe o aluno saber seu nível de conhecimento de inglês com precisão e, consequentemente, colocá-lo, desde o início, nos níveis corretos nas outras matérias.

Podem ocorrer problemas na triagem do intercambista?

Uma ocorrência comum em relação ao intercambista é ser colocado em um nível inferior nas outras matérias porque a escola que o recebe não conhece seu domínio de inglês. Por “segurança”, ele é colocado em níveis inferiores com matérias que o aluno já viu em seu país de origem. Isso é desmotivador. Além disso, inúmeras vezes, no meio da experiência de intercâmbio, ao constatarem que o aluno tem inglês suficiente, fazem sua recolocação nos níveis corretos. Isso causa impacto e desgaste desnecessário para uma pessoa jovem que já teve que se adaptar a um país diferente, uma casa diferente, uma escola diferente e a novos colegas.

No âmbito corporativo, os testes TOEIC® vêm recebendo a devida atenção do mercado?

Os testes TOEIC voltados ao segmento corporativo são os exames de proficiência mais utilizados em todo o mundo, com cerca de 7 milhões de aplicações anuais. No Brasil, principalmente as empresas transnacionais, que adotam políticas estruturadas de incentivo ao ensino de idiomas, recorrem ao programa TOEIC nas fases de recrutamento e seleção, promoções e relocações. A economia que o programa pode trazer para a empresa em sua política de idiomas, e nas diversas fases de admissão e desenvolvimento de carreira do colaborador, é surpreendente. Há casos reportados de milhões de dólares. O exame tem a grande vantagem de ser uma referência internacional e independente do conhecimento de inglês. As diretorias de RH podem se libertar, sem hesitação, dos desgastados conceitos “inglês fluente” ou “intermediário”, “avançado”, etc. Essa subjetividade pode ser descartada e substituída pela referência do teste de proficiência mais utilizado em todo o mundo. Com isso, a empresa tem condições de saber exatamente a capacidade de seu colaborador, seja para admissão, promoção, transferência para o exterior ou qualquer função em que o inglês seja necessário.

Essa análise vale igualmente para empresas médias e pequenas?

São ainda poucas as empresas desses segmentos que acordaram para os benefícios de utilização do teste TOEIC. No entanto, os profissionais de RH mais atualizados recorrem a este teste de forma crescente, obtendo economia e resultado mais eficaz na contratação, treinamento e desenvolvimento de carreira dos profissionais mais qualificados.

Quais os principais diferenciais entre os testes da ETS, representada no Brasil pela UP Language, e os demais?

Os testes das famílias TOEFL e TOEIC têm características únicas que os diferenciam dos demais. Em vez de se concentrarem em conteúdos específicos – por exemplo, vocabulário e pontos gramaticais de um determinado livro – avaliam o domínio que a pessoa tem do inglês no contexto em que o utiliza. Por isso, é muito importante o uso do teste correto para o contexto. Os exames YSSTOEFL Primary  e TOEFL Junior – são para jovens no contexto acadêmico; os exames TOEIC são para adultos no contexto corporativo. Já os exames TOEFL iBT® (Internet Based Tests) são para adultos no contexto acadêmico. O teste TOEFL ITP® é um exame para acompanhamento de aprendizado de adultos no contexto acadêmico. Todos cobrem uma larga faixa de conhecimento em vez de oferecerem um exame para cada nível.

Existe reprovação?

Estes testes apenas classificam o indivíduo numa faixa de conhecimento, sem reprovação, fornecendo um diagnóstico abrangente sobre o que a pessoa testada consegue fazer em seu domínio do idioma ou em que áreas precisa melhorar. Finalizando, são testes de Teoria de Resposta ao Item. Isso quer dizer que a pontuação leva em conta não somente a resposta certa, mas, também, alternativas mais próximas à correta e alternativas sem a menor relação com o assunto. A pontuação é a complexa composição dessas alternativas. Isso resulta em um diagnóstico mais preciso do que o obtido nos testes que só conseguem diferenciar entre o certo e o errado.